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	<title>Só reclamo</title>
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	<description>Afinal a vida é uma merda mesmo.</description>
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		<title>O chato do violão</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 20:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>
		<category><![CDATA[chato]]></category>
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		<category><![CDATA[violao]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem acompanha meu Twitter certamente já deve ter lido várias reclamações minha sobre um ser quase que onipresente: o chato do violão. Sua existência é bastante polêmica, já que ele é tão adorado quanto odiado. Por conta disso, é possível que muita gente concorde comigo, enquanto outros me achem um idiota. Por fim, há aqueles [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=118&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem acompanha meu Twitter certamente já deve ter lido várias reclamações minha sobre um ser quase que onipresente: o chato do violão.<br />
Sua existência é bastante polêmica, já que ele é tão adorado quanto odiado. Por conta disso, é possível que muita gente concorde comigo, enquanto outros me achem um idiota. Por fim, há aqueles que acham os dois.</p>
<p>A presença do chato do violão é facilmente perceptível. Primeiramente, não há um local exato para ele aparecer, pois ele é figura garantida em todos os ambientes. Assim, basta ter um número considerável de pessoas no recinto para que um deles misteriosamente saque um instrumento e comece a cantar e se revele um chato.</p>
<p>Essa é a primeira característica da criatura: ser imprevisível. Você está na faculdade tentando ler algo até que um acorde rouba sua atenção. Ou então seu ônibus quebrou na estrada e eis que alguém entre os passageiros surge com violão para &#8220;animar&#8221; o pessoal, sendo que o que você mais queria naquele momento era uma arma.</p>
<p>Como se não bastasse ser inconveniente, o chato do violão possui um repertório de merda. Se você está tentando estudar, o que você menos quer ouvir naquele momento é um dos primeiros sucessos de Ana Carolina ou o hit do Skank em 97.</p>
<p>É claro que as músicas variam de acordo com o ambiente, mas são sempre ruins e você não vai gostar. Exceto se você for uma tiete.</p>
<p>As tietes são o terceiro ponto que fazem dos chatos do violão ainda mais chatos. Basta que alguém brote do nada com um instrumento para que logo comecem a surgir menininhas eufóricas. Perceba que são sempre mulheres que rodeiam os chatos, com gritinhos estridentes acompanhados do refrão de &#8220;Pais e filhos&#8221;. Logo depois vem &#8220;Meteoro da paixão&#8221;.</p>
<p>Além disso, como se não bastasse, elas cometem o pecado de pedir mais músicas. &#8220;Toca aquela do Jota Quest&#8221; é uma forma de massagear o ego do chato. O pior é que quanto mais pedem, mais o infeliz gosta e consegue fazer com que novas tietes surjam. Daí é um ciclo sem fim até que ele coma alguém.</p>
<p>Porém, isso também deixa outro problema bastante evidente: o chato polariza a atenção do ambiente. Se tiver alguém com um violão por perto, saiba que sua existência não vai ser percebida, pois todo mundo está focado em como ele canta bem esse &#8220;Na na na na&#8221; no meio da música tema do casal da novela.</p>
<p>Se você estiver com outras pessoas que não suportam o chato do violão, faça um teste: reunam-se e vão embora. Suas esposas e namoradas só vão perceber que você não está mas ali quando se derem conta de que não há carona. O único porém é o chato poder oferecer, e aí você está fodido. </p>
<p>A questão da polarização é bastante polêmica. Os chatos e as tietes consideram essa reclamação como implicância de quem não sabe tocar nada. Mas perceba a quantidade de gente (na maioria homens) que ficam isolados e sem ter o que fazer quando existe um chato com um violão no recinto. É como se eles usassem aquele Si Bemol e um Fá Sustenido para demarcar território. E é algo tão forte que não há mijada no poste que reverta a situação.</p>
<p>Isso faz com que existam três categorias de pessoas: as tietes, que já foram apresentadas, e os homens (também existem algumas mulheres) que simplesmente não suportam estes infelizes. Por fim, há os caras que gostam desse tipo de coisa. Se for o seu caso, parabéns: você é um chato do violão.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/118/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=118&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Spam, sex shop e pompoarismo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 03:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Hoje eu recebi um dos emails mais estranhos da minha vida. Entre os “Enlarge Your Penis” e as caixas de Viagra do Canadá, estava um curso de pompoarismo aqui em Curitiba. Dei uma pesquisada no Google e vi que o negócio realmente era tenso. O email foi enviado por Josephine Boutique Sensual, uma loja que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=98&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Hoje eu recebi um dos emails mais estranhos da minha vida. Entre os “Enlarge Your Penis” e as caixas de Viagra do Canadá, estava um curso de pompoarismo aqui em Curitiba. Dei uma pesquisada no Google e vi que o negócio realmente era tenso.<a href="http://soreclamo.files.wordpress.com/2010/06/pompoarismo-julho.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-101" src="http://soreclamo.files.wordpress.com/2010/06/pompoarismo-julho.jpg?w=250&#038;h=366" alt="" width="250" height="366" /></a></p>
<p><span id="more-98"></span>O email foi enviado por Josephine Boutique Sensual, uma loja que misteriosamente me envia seu newsletter frequentemente. Por mais que eu sequer tenha entrado no estabelecimento (sei onde fica, pois fica perto da casa de um amigo) ou comprado algo lá, recebo quase que semanalmente um catálogo de novidades.</p>
<p>Não vou entrar no mérito de como eles conseguiram meu email, já que nunca comprei nada em sex shop nem tinha entrado em seu site. Tudo o que fiz foi olhar para sua fachada. Talvez tenha sido sacanagem de alguém como aconteceu com um amigo meu, que recebe a programação de todos os puteiros de Curitiba. Porém, é difícil acreditar em alguém que perde tempo procurando no Google pornografia com pessoas vestidas de dinossauro.</p>
<p>Enfim, essa proposta de curso poderia muito me interessar caso eu tivesse uma vagina e quisesse saber controlar suas contrações musculares, mas como não tenho tal órgão, muito menos interesse em dominá-la de tal forma, ignorei a proposta. Contudo, decidi me aventurar pelo site da Josephine Boutique.</p>
<p>Não encontrei nenhuma informação adicional sobre as aulas de pompoarismo, mas encontrei uma grande variedade de acessórios e apetrechos que eu sequer imaginava existir, como o “jogo da múmia” e um exótico abajur multicolorido, além de capas de silicone fosforescentes.</p>
<p>Enfim, depois de alguns minutos passeando pela loja, cheguei à conclusão que nada é impossível para a indústria do pornô. Nem encontrar o email de uma pessoa aleatório, muito menos oferecer um curso de pompoarismo para um homem.</p>
<p>PS. Segundo email que recebi do meu amigo dos dinossauros pornôs, o Vila Romana está com uma<a href="http://dotmidia.campanhasdemkt.net/messageimages/110418163211968905/127742529967756900/news__romana.jpg" target="_blank"> promoção para a Copa do Mundo</a>. Se o Brasil for para as semifinais, vai rolar picanha e strip-tease para a galera. VAI BRASIL, É TETRA!!!!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/98/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=98&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Álbum da Copa e a virilidade</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2010/04/26/album-da-copa-e-a-virilidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 02:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Uma coisa devo admitir: nunca tive um álbum de figurinhas. Quer dizer, até tive, mas apenas daqueles com figurinhas que precisavam de cola e não tinha uma lógica temática, já que era algo baseado no sucesso do momento. No mesmo pacotinho vinham estampas das Chiquititas, Power Rangers e Pokémon. E nunca a maldita figurinha que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=89&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://soreclamo.files.wordpress.com/2010/04/album-copa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-95" src="http://soreclamo.files.wordpress.com/2010/04/album-copa.jpg?w=257&#038;h=300" alt="" width="257" height="300" /></a>Uma coisa devo admitir: nunca tive um álbum de figurinhas. Quer dizer, até tive, mas apenas daqueles com figurinhas que precisavam de cola e não tinha uma lógica temática, já que era algo baseado no sucesso do momento. No mesmo pacotinho vinham estampas das Chiquititas, Power Rangers e Pokémon. E nunca a maldita figurinha que me dava um skate.</p>
<p>Eu até tentei comprar álbuns oficiais, como os da Copa de 94 e 98, mas minha mãe nunca me deixava comprar figurinhas. E como eu ganhava uma mísera mesada de R$ 10,00, nunca comprava. As poucas que consegui eram as repetidas que meu vizinho me dava, tipo o resto do resto.</p>
<p>É por isso que o álbum de figurinhas é o objeto que separa os adultos das crianças. Se você tem um álbum e pode sustentá-lo, então você é um homem. É quase como ser casado ou ser viciado em crack.</p>
<p><span id="more-89"></span>Na segunda série você já percebe a importância que um álbum de figurinha tem na vida de uma pessoa. Quando sua mãe lhe deu dinheiro para que você comprasse um  Toddynho e você embolsou na esperança de ver aquelas moedas se transformarem em um Dunga ou Bebeto em seu livro ilustrado, você tomou uma decisão muito importante em sua vida e fizeram de você algo próximo de um homem de verdade. Ou de um viciado em drogas.</p>
<p>O álbum de figurinhas é importante na vida por uma série de outros fatores. No caso acima, você está desrespeitando uma regra, uma ordem hierárquica. Se sua mãe diz que não e você faz mesmo assim, é porque você quem manda ali, mesmo aos 6 anos de idade. Colocaram sua juvenil virilidade à prova e você mostrou que realmente é foda.</p>
<p>Além disso, as figurinhas são o primeiro contato com a administração (saber quais faltam e quais são as repetidas) e o comércio (trocar é fundamental para se completar um álbum). Mas também mostram à criança o lado negro da vida. A intimidação das crianças mais velhas que querem suas figurinhas raras, os jogos de azar no bafo e o vício. Uma criança que colecionava álbuns cresce calejada e forte diante de todos esses problemas.</p>
<p>Agora eu pergunto: o que acontece com alguém como eu, que nunca passou por isso? Em casos normais, essa proibição na infância é refletida na idade adulta, quando o rapaz vai comprar seu álbum na tentativa de conquistar esses valores tardiamente. Se tiver sorte, seus amigos farão o mesmo e ele terá com quem conviver e trocar figurinhas. Se não, vai ter de fazer isso na entrada de colégios. Aí é um passo para se tornar um pedófilo. Ser bróder do Papa é uma grande tentação, não é mesmo, seu canalha?</p>
<p>Mas eis que surge outro problema. Se você não pôde conhecer a dureza da vida ao ter um álbum na infância devido às proibições de sua mãe, o que fazer quando sua namorada faz o mesmo tipo restrição? Não é ela quem lhe dá o dinheiro para sobreviver na selva do recreio, mas elas possuem outras artimanhas e argumentos capazes de fazê-lo ficar longe dos almejados pacotes.</p>
<p>Ter um álbum é o que faz os meninos virarem homens Se você nunca colecionou um, saiba que você não passa de uma criança com barba na cara. Cresça, vá até aquela banca e honre a testosterona que sua mãe lhe deu: compre a porra das figurinhas e seja feliz.</p>
<p>Faça esse favor para si mesmo e para o mundo. Agora, com licença, vou voltar a jogar Pokémon e a colar minhas figurinhas virtuais.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/89/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=89&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Socializar me deprime</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2010/04/26/socializar-me-deprime/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 01:23:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei a essa conclusão. Não que eu já não soubesse, mas tive a confirmação. Pessoas comuns geralmente vão para festas e saem com os amigos para socializar e se divertir. É assim com todo mundo, exceto comigo. Odeio sair. Odeio festas e pessoas me irritam. Essa é a verdade. Por mais que tente (e juro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=85&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei a essa conclusão. Não que eu já não soubesse, mas tive a confirmação. Pessoas comuns geralmente vão para festas e saem com os amigos para socializar e se divertir. É assim com todo mundo, exceto comigo.</p>
<p>Odeio sair. Odeio festas e pessoas me irritam. Essa é a verdade. Por mais que tente (e juro que eu tento), não consigo fazer melhor do que isso. E como se não bastasse ter essa tendência ao isolamento, sempre me sinto mal quando tento me aproximar de alguém ou de algum grupo.</p>
<p><span id="more-85"></span>O principal problema dessas tentativas de aproximação é o desconforto. Como elas geralmente são induzidas por alguém, me sinto mal por estar em algum lugar que não quero ou com pessoas que não são minhas amigas. É como se eu não pertencesse àquele lugar (o que não deixa de ser verdade). O resultado é minha total indiferença, seguida de um mau humor extremo. E isso geralmente me faz estragar a noite de alguém, ou de todo mundo. Esse é o grande motivo para eu não sair à noite.</p>
<p>Já no outro lado da questão é quando eu realmente consigo me enturmar. Apesar de serem momentos raros, o fato de eu me sentir bem e me divertir com um grupo me faz mais mal do que o desconforto rotineiro. Se acho ruim estar em grupo de que sei não fazer parte, pior é achar o meu lugar e saber que não posso pertencer a ele. É uma vibe meio Michael Jackson, que não se sentia negro, mas também não fazia parte dos brancos.</p>
<p>O problema de encontrar minha Pasárgada é saber que nunca farei parte dela. Posso transitar por suas ruas, rir e ser feliz com seus habitantes, mas nunca serei morador e chamado de irmão pelos outros.</p>
<p>Para tornar as coisas ainda piores, as duas sensações (a de desconforto e a de nunca alcançar o lugar que desejou) às vezes caminham juntas, uma em decorrência da outra. Vejo El Dourado, mas não a alcanço e devo me contentar com a mediocridade da vila.</p>
<p>Talvez tudo isso seja algo sem sentido, o que é óbvio, já que realmente não existe nenhum. Mas o que eu quero dizer é a agonia que surge ao perceber que não pertenço a lugar algum. Não faço parte de onde vivo e nem farei de onde quero. O que vivo é um eterno vazio que não pode ser preenchido por ninguém, afinal as pessoas me deprimem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/85/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/85/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/85/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=85&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Adeus, Playstation 2.</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2010/04/04/adeus-playstation-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 01:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos meus maiores defeitos é o fato de eu ser possessivo demais e não saber me desfazer das coisas. Basta abrir as estantes da minha casa e ver a enorme quantidade de porcaria e tranqueira que guardo. Todas elas tiveram alguma importância para mim algum dia, mas hoje não passam de lixo que ocupam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=80&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos meus maiores defeitos é o fato de eu ser possessivo demais e não saber me desfazer das coisas. Basta abrir as estantes da minha casa e ver a enorme quantidade de porcaria e tranqueira que guardo. Todas elas tiveram alguma importância para mim algum dia, mas hoje não passam de lixo que ocupam espaço e que insisto em armazenar pelo simples fato de não ter coragem de me jogar fora.</p>
<p>Um exemplo disso é meu Playstation 2, que comprei no início de 2008 já em seu declínio e com o surgimento de seu sucessor. Sabia que estava adquirindo algo praticamente defasado, mas minha condição financeira não me permiti ir muito além disso e a vasta biblioteca de jogos lançados em seus quase dez anos de história me entreteriam até que o preço da nova geração de videogames ficasse mais acessível.</p>
<p><span id="more-80"></span>Um ano e meio depois, comecei a trabalhar. Ter meu próprio salário logo me fascinou e em seis meses comprei três aparelhos novos. Com um Nintendo DS, PSP e um Wii, o PS2 encontrou uma nova morada: a gaveta.</p>
<p>Como dito, não sei me desfazer das coisas. Por mais que eu não jogasse mais, não teria coragem de vendê-lo, muito menos dar de presente. Deixar na casa dos meus pais, jamais desde que meu irmão roubou meu PSOne e deu para a porra do cunhado dele. Já estava acostumado com a ideia de deixá-lo escondido em algum canto, assim como meu antigo Game Boy.</p>
<p>Porém, por algum motivo que ainda desconheço, decidi vendê-lo para os irmãos da minha namorada. Com 5 e 9 anos, eles quase enlouquecem quando levo o videogame para a casa deles e decidi investir na vida de viciado dos dois.</p>
<p>Durante a semana em que o PS2 ia embora, comecei a relutar. Procurei vários pretextos para tentar persuadir os compradores de que o videogame não era bom para a idade deles. Evitava tocar no assunto na esperança de que esquecessem e amaldiçoava a vida quando ele era lembrado.</p>
<p>E hoje foi o fatídico dia em que meu velho amigo de guerra deu adeus a essa casa. Sofri cada segundo enquanto removia os cabos e quando estava tudo pronto, chegou a hora da despedida. Era como se um parente estivesse indo para algum lugar distante, sem nenhum exagero.</p>
<p>Ainda não sei se foi uma boa ideia ou não. Não tenho a incrível habilidade que outras pessoas têm de abrir mão de certas coisas para conseguir novas. Sou o tipo de pessoa que apenas guarda si, sem jamais ceder nada em troca. A troca equivalente é uma mentira.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/80/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=80&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Curitiba, terra do Carnaval</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2010/02/13/curitiba-terra-do-carnaval/</link>
		<comments>http://soreclamo.wordpress.com/2010/02/13/curitiba-terra-do-carnaval/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 01:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma coisa que aprendi nesses cinco anos morando em Curitiba foi que não existe lugar melhor do que aqui para passar o Carnaval, já que a festa simplesmente não existe nestas terras. Porém, por mais que ninguém acredite, há uma tentativa de foliar na cidade. E reza a lenda de que até escola de samba [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=52&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://capaverde.net/wp-content/uploads/2009/03/carnaval-curitiba-7.jpg"></a></p>
<div style="text-align:justify;">Uma coisa que aprendi nesses cinco anos morando em Curitiba foi que não existe lugar melhor do que aqui para passar o Carnaval, já que a festa simplesmente não existe nestas terras.</div>
<div style="text-align:justify;">Porém, por mais que ninguém acredite, há uma tentativa de foliar na cidade. E reza a lenda de que até escola de samba tem. E como duendes do samba que são, surgem do nada, apenas alguns poucos veem e ninguém acredita.</div>
<div style="text-align:justify;"><span id="more-52"></span>Após uma pesquisa na internet descobri o nome de algumas escolas, mas não convém citá-las (até porque alguma pode injuriar-se com esses escritos e não quero ser jurado de morte por mais um grupo da cidade). Mas segundo <a href="http://www.portaldecinema.com.br/">Wikerson Landim</a>, elas não apenas existem como também não discriminam cor, classe social ou credo. A escola <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_Bom_%C3%A0_Be%C3%A7a">Jesus Bom à Beça</a> que o diga.</div>
<div style="text-align:center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='500' height='312' src='http://www.youtube.com/embed/pGllOT54I3I?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></div>
<div style="text-align:justify;">Mas como não poderia deixar de ser, o grande destaque da noite não são os carros e nem as fantasias. Quem mais chama a atenção no desfile curitibano é ela, a onipresente garoa.</div>
<div style="text-align:justify;">Acompanhada de um vento frio, ela espanta qualquer pessoa que tenha pensado em ir procurar a apresentação. É claro que ainda há aqueles corajosos que se aventuram, mas em via de regra, poucos tentam ir atrás.</div>
<p><span style="color:#551a8b;"> </span></p>
<div>
<div style="text-align:justify;">Pois saiba que, se você decidiu ficar em casa vendo o desfile na Globo, não está perdendo nada além de uma gripe na quarta feira. Na avenida do samba curitibano, o que se vê é uma polaca seminua, com os peitos duros de frio, com uma pesada fantasia de penas molhadas e sambando de um jeito desengonçado que mais parece estar encarando as pessoas na arquibancada.</div>
<p><a href="http://capaverde.net/wp-content/uploads/2009/03/carnaval-curitiba-7.jpg"></a></p>
<div style="text-align:justify;">E para honrar as tradições do Carnaval, não podia faltar a mulata. Por mais que Curitiba não tenha tantas se comparada com outras capitais, elas estão presentes sim em “nossa” festa. E como tudo é uma questão de diferencial, nossas mulatas vêm bêbadas para a avenida e dão um show a parte com suas cambalhotas sobre a grade de proteção.</div>
<p><a href="http://capaverde.net/wp-content/uploads/2009/03/carnaval-curitiba-7.jpg"><img src="http://capaverde.net/wp-content/uploads/2009/03/carnaval-curitiba-7.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
</div>
<div>
<div style="text-align:justify;">É claro que tudo isso é baseado na especulação, no famoso “o primo do irmão da conhecida da minha vizinha” que disse e no Google. E como nenhuma dessas fontes é inteiramente confiável, fica a dúvida sobre a veracidade das fotos e dos relatos. E isso faz com que o Carnaval de Curitiba seja como o Natal, a Páscoa e qualquer outro feriado cristão: acredita quem quer.</div>
<div style="text-align:justify;">PS: As fotos foram retiradas do site Capa Verde. Para ver todas,<a href="http://capaverde.net/carnaval-curitibano/"> clique aqui</a>.</div>
<div style="text-align:justify;">PPS: Alguns trechos dos relatos eu ouvi de alguém que jura ter lido em um texto. Procurei no Google e não achei nada, então deixo aberto o espaço para reivindicar os créditos.</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/52/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=52&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Netsuke</media:title>
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		<title>O dia em que a cólera não chegou</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2010/01/19/o-dia-em-que-a-colera-nao-chegou/</link>
		<comments>http://soreclamo.wordpress.com/2010/01/19/o-dia-em-que-a-colera-nao-chegou/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 23:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://soreclamo.wordpress.com/2010/01/19/o-dia-em-que-a-colera-nao-chegou</guid>
		<description><![CDATA[Em 1999, eu estava no auge de minha meninice. Tinha 10 anos e estava na quarta série, período em que somos todos os reis do pátio da escola por sermos mais velhos do que o pessoal das outras turmas. Morava em Antonina, uma pequena cidade no litoral do Paraná que vivia (e ainda vive) uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=51&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Em 1999, eu estava no auge de minha meninice. Tinha 10 anos e estava na quarta série, período em que somos todos os <span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error">reis</span> do pátio da escola por sermos mais velhos do que o pessoal das outras turmas.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Morava em <span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error">Antonina</span>, uma pequena cidade no litoral do Paraná que vivia (e ainda vive) uma relação de dependência com <span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error">Paranaguá</span>. É uma cidade tranquila em que o grande acontecimento é a filha de Fulano estar grávida. Por isso – pela calmaria, não a gravidez <span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error">indesejada</span> – é que se tornou costume entre os moradores evocar os tempos de ouro da cidade, em que o porto funcionava e o município tinha alguma relevância.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;"><span id="more-51"></span>Aos meus 10 anos, vi seus últimos suspiros. Lembro que eu atravessava a rua correndo entre um caminhão e outro ou tampava os ouvidos quando o trem passava. Todos em <span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error">direção</span> ao velho porto.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Foi nessa época que ela chegou. A cólera. Escondida nos navios que vinham do exterior, ela desembarcou em <span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error">Paranaguá</span> sem que ninguém percebesse. Manteve-se no anonimato até sua grande estreia: a morte de um holandês.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">A notícia espalhou-se mais rápido do que a doença e <span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error">Paranaguá</span> foi tomada pelo pânico. As primeiras a se desesperarem foram as <span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error">putas</span>, sempre muito chegadas do dinheiro holandês. Até se descobrir quem fora o gringo morto pela moléstia, houve choro e desespero em todas as zonas perto do porto.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Como já havia dito, <span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error">Antonina</span> sempre foi muito dependente de <span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error">Paranaguá</span>. Tanto que até mesmo o surto de cólera foi <span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error">compartilhado</span>, por mais que nenhum caso tivesse sido relatado. Era um clima de tensão aonde quer que você fosse. Até mesmo os peixes passaram a ser amaldiçoados, já que diziam que toda a merda dos navios era jogada no mar. Foi a sentença de morte para muitos restaurantes da cidade.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">A cidade logo desenvolveu um sentimento segregacionista. Primeiro os <span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error">caminhoneiros</span>, que foram transformados em ratos que traziam a Peste Negra para dentro dos limites da cidade. Depois foram os estivadores que passaram a ser evitados e vistos como comissários do próprio Anjo da Morte.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Como a cidade era pequena, não demorou muito para que os boatos de que “o irmão de <span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error">Beltrana</span>” foi pego pela cólera. A desconfiança tomou conta e, como o principal sintoma da doença era a diarreia, qualquer <span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error">cagadinha</span> a mais era <span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error">sinônimo</span> de exclusão social.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Eu estudava na maior escola pública da cidade e que abrigava mais da metade das crianças. Moleques ignorantes cuja maioria dos pais trabalhava no porto, seja de <span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error">Antonina</span> ou <span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error">Paranaguá</span>. E como aos 10 anos ninguém sabia muita coisa além de que terça era dia de <span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error">Nescau</span> na cantina, algumas medidas extremas foram tomadas.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">A primeira <span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error">ação</span> foi proibir o empréstimo de qualquer material ao colega. Logo depois veio o cancelamento de qualquer <span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error">atividade</span> fora de sala, como brincar no pátio ou aulas de recreação. Como a aula de Educação Física ainda não tinha sido inventada, as professoras inventavam um dia de recreação, que sempre coincidia com os dias em que elas não queriam trabalhar.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Tente chegar para quase 50 crianças de dez anos e dizer que elas não podem mais brincar lá fora. Houve reclamação, gritos, <span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error">bagunça</span> e os alunos que faziam a 4ª série pela quinta vez ameaçavam matar a professora. Para contornar a situação – e continuar vadiando – as tias desenvolveram um sistema de jogos dentro de sala. Grupos divididos fazendo <span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error">atividades</span> diferentes. Foi nesta ocasião que desacreditei no ensino público, quando uma professora tentava me convencer, aos berros, de que a Alemanha ficava na Ásia.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Porém, o maior problema para os <span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error">diretores</span> da escola era encontrar uma forma de <span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error">conscientizar</span> aqueles pequenos <span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error">demoninhos</span> sobre o real perigo da cólera. A solução encontrada foi exibir uma série de vídeos educativos. E nenhum deles era exibido nas dependências da instituição. Era a saída perfeita para “dar aula” sem correr o risco de morrer.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Lembro-me de ir com um pequeno grupo na casa de uma veterinária para assistir a tal filme. Era incrivelmente chato, mas <span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error">impactante</span>. Até hoje me lembro do “<span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error">TAM</span> <span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error">TAM</span> <span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error">TAM</span> <span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error">TAM</span>” dramático dos primeiros acordes da 5º Sinfonia de Beethoven que iniciam o vídeo. Em seguida imagens de uma folha de alface, que recebia um <span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error">zoom</span> até mostrar a figura do <span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error">demônio</span> daquele fim de <span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error">milênio</span>: o <span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error">vibrião</span> colérico.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">E por alguns tempo a figura da vírgula assassina assombrou nossas vidas. Todos os dias surgiam histórias de que alguém fora internado, vítima da cólera. Crescia também o número de pessoas que morriam, mas eram facilmente encontradas na praça central, conversando e comendo amendoim. Meu pai foi morto três vezes pela cólera em duas semanas.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">A situação começava a deixar as pessoas <span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error">paranóicas</span>. Não duvido de que alguém tenha passado sangue de bezerro sobre a porta para impedir a entrada da doença. Simpatias foram criadas, as preces e orações sempre pediam pela vida de um suposto enfermo ou para evitar que o maldita alcance algum conhecido. Porém, por maior que fosse a fé da pessoa, poucos arriscavam uma ida à igreja. Apesar de não ser <span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error">transmissível</span> pelo ar, qualquer possibilidade de <span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error">contato</span> pessoal dava margens para uma possível contaminação.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Mas bastou que passassem dois meses e ninguém mais se lembrava do desespero de outrora e percebeu-se que a cólera nunca havia chegado a <span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error">Antonina</span>. Nenhuma caso foi realmente confirmado e as enfermeiras, que sempre traziam notícias de falta de leitos por causa da cólera, descobriram que ninguém nunca foi internado por causa da doença em <span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error">Antonina</span>.</span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:verdana;">Logo as <span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-error">putas</span> voltaram a atender os holandeses com a mesma atenção de antes, a desconfiança sumiu, os <span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error">caminhoneiros</span> foram perdoados e você podia cagar em paz sem que te olhassem como doente. O pânico foi embora, mas voltou dez anos depois na forma do quilo de presunto.</span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/51/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/51/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/51/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=51&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esaú e Jacó</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2009/10/10/esau-e-jaco/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 22:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>

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		<description><![CDATA[Isaac e Rebeca tiveram dois filhos: Esaú e Jacó. O primeiro, mais sério e dedicado a seus afazeres, sempre fora o preferido do pai, enquanto o caçula sempre teve a atenção da mãe, apesar de sempre trazer descontentamentos para a casa. Quando crianças, quando ainda frequentavam juntos a pequena escola da cidade, era o primogênito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=49&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;">Isaac e Rebeca tiveram dois filhos: Esaú e Jacó. O primeiro, mais sério e dedicado a seus afazeres, sempre fora o preferido do pai, enquanto o caçula sempre teve a atenção da mãe, apesar de sempre trazer descontentamentos para a casa.</div>
<div style="text-align:justify;">Quando crianças, quando ainda frequentavam juntos a pequena escola da cidade, era o primogênito quem trazia sempre as melhores notas. Amava os livros e sempre recebia elogios de seus professores.</div>
<div style="text-align:justify;"><span id="more-49"></span>Jacó, por outro lado, não valorizava em nada os estudos e suas notas eram quase sempre abaixo da média. Quase analfabeto, se importava mais em brincar e montar coisas do que com aquilo que seus pais queriam que ele fizesse. Ainda assim, eram dele as histórias de filho perfeito que Rebeca contava para suas amigas.</div>
<div style="text-align:justify;">Enquanto o defeito de Jacó era ser relapso e irresponsável, o temperamento explosivo de Esaú era o que sua mãe jogava em sua cara desde cedo. Como toda criança, os dois irmãos brigavam, muitas vezes por coisas bestas, e Rebeca sempre vinha ao auxílio de Jacó. &#8220;Maldito seja! Criatura ruim e egoísta! Há de pagar por tua ruindade!&#8221;. Isaac, já de idade avançada, preferia assistir de longe, sem interferir. Das poucas vezes que tentou defender seu primogênito, sofreu com a língua ferina de sua esposa.</div>
<div style="text-align:justify;">O tempo se passou e a situação continuou a mesma: Rebeca protegendo Jacó e acobertando seus defeitos, enquanto Esaú viva à margem em sua própria casa e, quando se entendeu por homem, despediu-se da casa de seus pais. Com a partida do filho mais velho, o caçula assumiu de vez a posição de filho amado que sua mãe tentava passar, e ambos envenenavam a imagem de Esaú para o velho Isacc. &#8220;Veja só, amado pai! Meu irmão vem à tua casa e não lhe dá a devida atenção!&#8221;, &#8220;Sim, meu marido! Nosso filho mais moço tem razão! Veja como Jacó te ama e compare com a indiferença de Esaú! Ele não ama a ninguém além dele&#8221;. E muitas vezes Isaac chorou, acreditando na palavra dos dois.</div>
<div style="text-align:justify;">Apesar disso, Esaú ainda amava a seus pais e a seu irmão. Sempre os visitava e convidava-os a visitar sua morada, na capital da província. Como a vida na cidade grande fez com que se tornasse uma pessoa fechada, o fato de ter um temperamento explosivo fez com que sua mãe e irmão tivessem argumentos para envenenar a cabeça de Isaac.</div>
<div style="text-align:justify;">Quando Jacó se casou com Raquel as coisas mudaram. Esaú passou a ver a verdadeira face do irmão mais jovem. A esposa fizera com que a máscara caísse e revelasse o quanto ele era ruim. Quando saiu da casa do patriarca, levou tudo o que havia dentro de casa e saiu sem se despedir do velho pai, que chorou sua falta por semanas. Esaú então se revoltou com o descaso do irmão e foi pedir satisfação para a mãe, que o recebeu os gritos: &#8220;Caim! Como ousa trair teu irmão? Cresceste, mas tua índole continua má&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">O tempo passou e Jacó continuou com o descaso para seu pai e também para sua mãe, que passou a criticá-lo para Esaú, mas ainda assim o defendia quando estava por perto.</div>
<div style="text-align:justify;">Certa vez, Esaú visitou seus pais e levara afazeres de seu trabalho para casa. Chegando lá, não encontrou suas ferramentas: Jacó havia dado de presente para o sogro. Esaú enfureceu-se e fora reaver o que era seu por direito. Apesar de ser conhecido pelo seu temperamento, controlou-se a respeitou a casa que não era sua. Apesar disso, não fora o suficiente para Jacó, que correu chorando (apesar de homem feito) para o colo de Rebeca. &#8220;Mãe, meu irmão é animal! Chegou à casa de meu sogro com pedras na mão e fogo na língua. Nunca fui tão envergonhado&#8221;. Indignada pelo que supostamente fizera a seu amado filho, Rebeca insultou Esaú com todas as palavras ofensivas que conhecia. Expôs claramente sua preferência ao filho mais jovem e sua vergonha por ter gerado &#8220;uma criatura tão má e sem coração quanto este a quem chamava de primogênito&#8221;. Esaú tentou dizer que não fora Jacó havia contado, mas Rebeca não confiava em suas palavras. Insultado pela desconfiança da mãe, Esaú partiu para nunca mais voltar àquela casa. Despediu-se de seu amado pai e partiu. Nada mais foi relatado sobre ele.</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soreclamo.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soreclamo.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soreclamo.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soreclamo.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soreclamo.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soreclamo.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soreclamo.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soreclamo.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soreclamo.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soreclamo.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soreclamo.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soreclamo.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soreclamo.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soreclamo.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=49&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>História sem nome</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2009/05/23/historia-sem-nome/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 16:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele estava sentado na primeira poltrona do ônibus. Se ajeitava enquanto esperava o veículo partir. Ela corria em direção ao seu portão de embarque, atrasada. Tinha trabalhado até depois de seu horário e agora corria o risco de perder o ônibus. Ia visitar a irmã que estava para casar. Ele olhava impaciente para o relógio [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=48&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;">Ele estava sentado na primeira poltrona do <span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error">ônibus</span>. Se ajeitava enquanto esperava o veículo partir.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela corria em <span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error">direção</span> ao seu portão de embarque, atrasada. Tinha trabalhado até depois de seu horário e agora corria o risco de perder o <span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error">ônibus</span>. Ia visitar a irmã que estava para casar.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele olhava impaciente para o relógio e para o motorista que conversava na porta do <span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error">ônibus</span>. Odiava atrasos, então decidiu por olhar as pessoas na rodoviária para deixar o tempo passar.</div>
<div style="text-align:justify;"><span id="more-48"></span>Ela chegou sem ar e agradeceu a Deus por não deixar o <span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error">ônibus</span> ter saído. Procurou a passagem nos bolsos da calça, mas não os encontrou. Se desesperou.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele viu a moça chegar correndo e ficou de mau-humor. O atraso na saída do <span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error">ônibus</span> foi por causa dela. Se torceu na poltrona para ver seu rosto e não conseguiu.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela revirou a bolsa em seu braço e encontrou o <span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error">ticket</span>. Entregou-o ao motorista sorridente e entrou no veículo. Parou no meio das escadas para conferir qual era sua poltrona.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele se ajeitou em seu lugar e torceu para que o motorista decidisse enfim trabalhar. Foi então que a viu subir pelas escadas e parar, para conferir algo. Durou alguns segundos, mas o tempo parecia ter parado naquele instante.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela olhou pra trás e viu o motorista esperando-a entrar de vez. Sentiu-se envergonhada quando ele mostrou a placa de &#8220;Não pare nos degraus&#8221; e foi o mais rápido que pôde para o seu lugar, quase no fundo do <span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error">ônibus</span> sem perceber no homem que virava a cabeça para observá-la enquanto passava.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele continuou admirando-a. Acompanhou-a com os olhos quando passou ao seu lado e soltou um suspiro desanimado quando viu que ela não iria sentar ao seu lado.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela batia nas pessoas com sua mala à medida que avançava até sua poltrona. Depois de muitos olhares tortos, chegou. Sorriu ao ver que iria sentar na janela e que não teria ninguém ao seu lado. Poderia deitar e dormir até o fim da viagem.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele respirou fundo e tomou coragem. Apesar dos 1,60m, era corajoso. E cara de pau. Levantou-se e foi em <span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error">direção</span> ao fundo do <span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error">ônibus</span>, olhando as poltronas para descobrir onde ela estava sentada.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela tinha acabado de colocar suas bolsas no bagageiro e se ajeitava na poltrona, já com o fôlego recuperado. Viu alguém se aproximar e fez uma nota mental de nunca mais sentar perto do banheiro de novo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele a encontrou quase na última poltrona. Respirou fundo novamente e sorriu ao ver que não tinha ninguém ao seu lado. Se aproximou e fingiu ser o dono da poltrona vazia.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela viu o homem sentar-se ao seu lado e pensou um &#8220;Ai, merda&#8221;. Retribuiu o sorriso do estranho com outro, falso, e virou-se para a janela. O <span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error">ônibus</span> se movia lentamente em <span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error">direção</span> à saída da rodoviária.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele virou-se pra ela e tentou puxar assunto. &#8220;<span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error">Antonina</span> ou <span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error">Morretes</span>?&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela, sem desviar o olhar da janela, respondeu um &#8220;<span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error">Antonina</span>&#8221; seco.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele insistiu. &#8220;Mora lá?&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela não mudou o tom. &#8220;Não. Minha irmã vai casar&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele decidiu arriscar. &#8220;Que bom. Você e seu namorado vão ser os padrinhos, suponho&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela se irritou ao lembrar do assunto namorado. Tinha terminado com um rapaz três anos mais novo que ela. Namoravam há 2 anos e ele decidiu lhe trair com uma menina de 18. &#8220;Não. Terminei meu namoro há um mês, então minha irmã decidiu me poupar&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele não se aguentou e abriu um sorriso de orelha a orelha.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela queria que ele calasse a boca.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele ousou mais. &#8220;Você é muito bonita, sabia?&#8221;</div>
<div style="text-align:justify;">Ela perdeu a paciência e se virou para o homem.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele a olhava, sorrindo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela o encarava, irritada.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele ignorou a carranca da moça e se apresentou. &#8220;<span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error">Durval</span>&#8220;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela desistiu de dormir e se entregou à conversa. &#8220;<span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error">Zenira</span>&#8220;.</div>
<div style="text-align:justify;">
<div style="text-align:justify;">Ele tinha 65 anos.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela 28.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele falava sobre sua vida de aposentado, que estava voltando para a sua cidade natal depois de anos trabalhando no Porto de Santos. Tinha muitas histórias, do tempo que foi lutar na guerra até quando se fingiu de louco para não trabalhar mais.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela se interessava mais e mais pelo que aquele homem falava.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele falava e ria alto.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela achava graça naquilo tudo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele calou-se e ficou apenas olhando a moça.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela ficou vermelha.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele sorriu novamente. &#8220;Gostei de te conhecer&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela retribuiu o sorriso. Desta vez com sinceridade. &#8220;Eu também&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele sorria como uma criança.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela esperava um beijo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele não a beijou.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela se assustou ao ver que já estavam chegando e pediu licença porque iria descer já no próximo ponto.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele perguntou aonde ela ia ficar.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela respondeu onde a irmã morava e puxou a <span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error">cordinha</span> para dizer que queria descer.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele queria falar mais coisas, mas só conseguiu soltar um &#8220;Eu vou te procurar&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela riu e se despediu mandando um beijinho à distancia e correu até a saída do <span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error">ônibus</span>, batendo nas pessoas com a mala de novo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele tinha se apaixonado por alguém que acabara de conhecer. Quando o <span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error">ônibus</span> parou de vez, desceu e foi até um hotel. Deitou-se na cama e ficou olhando o <span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error">teto</span>, sorrindo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela chegou na casa da irmã, abraçou-a, deu os parabéns, disse que estava linda e contou a loucura que fora aquela viagem. &#8220;Um velho veio me cantando de <span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error">Curitiba</span> até aqui&#8221;. A irmã riu e quis saber mais. Ela contou, ocultando o fato de que também tinha gostado dele, mas não podia esconder por muito tempo. &#8220;E você, gostou dele?&#8221;, perguntou a irmã. Ela respondeu com um não sei. Apesar de ter gostado dele, a diferença de idade era absurda. Ele era mais velho que seus pais. Usou o ex como desculpa. &#8220;Um pouco. Não quero mais alguém novo que me deixe na merda no futuro ou que me largue depois. Quero um velho aposentado pra sustentar a mim e a meus filhos&#8221;. Elas riram daquilo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele tomou um banho, se ajeitou e decidiu ir atrás dela. Foi até o bairro que ela indicou e perguntava para as pessoas na rua onde a noiva morava. Depois de perguntar para três pessoas, encontrou. Parou na frente do portão e bateu palmas.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela ouviu o barulho de palmas no portão. A irmã mexia no armário e pediu para que ela visse quem era. Ela afastou as cortinas e olhou para o homem no portão.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele não percebeu a movimentação.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela se desesperou. &#8220;Meu Deus, é ele!&#8221; A irmã espiou pelo vão da cortina e riu. Discutiram o que deveria ser feito.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele aguardava ansioso.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela se decidiu e saiu para atendê-lo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele sorriu ao vê-la sair pela porta e vir em sua <span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error">direção</span>.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela se aproximou e beijou-o no rosto. &#8220;Pensei que estivesse brincando quando disse que ia me procurar&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele respondeu que não brincava com esse tipo de coisa e lhe entregou uma caixinha com um anel dourado dentro.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela ficou vermelha e disse que não poderia aceitar aquilo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele foi <span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error">direto</span>. &#8220;Quero me casar com você&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela ficou sem ar. Sabia que ele era velho, mas ele não ia morrer amanhã para estar desesperado assim. Devia ser outra brincadeira dele. Não podia confiar em alguém que arremessava um latão de cima de um prédio para ser aposentado como louco.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele pediu uma resposta.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela não sabia o que dizer. Apesar de ter gostado dele, não o amava a ponto de aceitar esse pedido.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele esperou que ela dissesse algo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela pensou naquilo que havia dito para a irmã, de querer alguém que lhe desse estabilidade. Alguém que lhe desse uma vida tranquila. &#8220;Você realmente me ama assim?&#8221;</div>
<div style="text-align:justify;">Ele respondeu com outra pergunta. &#8220;Se não amasse, teria revirado a cidade atrás de você e teria te pedido em casamento como estou fazendo?&#8221;</div>
<div style="text-align:justify;">Ela sentiu um frio na barriga. Pensou em simular um desmaio, mas achou aquilo um exagero. Decidiu ouvir sua razão. &#8220;Vamos dar um tempo. Nos conhecemos hoje. Aceitar esse pedido assim é loucura&#8221;.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele não desanimou. Apesar de não ter saído como queria, já era algo. Convidou-a para sair.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela aceitou.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele esperou por mais um mês e refez o pedido.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela gostava dele, mas não o amava o suficiente para se casar. Mas a ideia de se casar com alguém que pudesse dar uma boa vida aos seus filhos ainda ecoava em sua cabeça. Decidiu aceitar.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele arrumou tudo para que as coisas ficassem prontas o mais rápido possível. Perguntou onde ela queria morar e ela respondeu que ali mesmo. Rodou a cidade e encontrou uma casa à venda. Comprou-a e chamou a moça para morar com ele.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela foi.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele era seu marido a partir de então.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela sua esposa.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele fez <span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error">exatamente</span> aquilo que ela imaginava. Nunca deixou nada faltar em casa e sempre lhe d<span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error">ava</span> o melhor de tudo.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela não o amava de verdade, mas <span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error">achava</span> que logo esse sentimento nasceria e que seria feliz. Alguns anos se passaram e ela teve dois filhos com ele. Já o amor nunca nasceu.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele esqueceu como era amar.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela se acostumou com aquela vida.</div>
<div style="text-align:justify;">Ele era feliz.</div>
<div style="text-align:justify;">Ela também.</div>
<div style="text-align:justify;">Eles não precisavam mais daquilo que chamam de amor. As pessoas criticavam o relacionamento deles, mas, apesar dos problemas, sempre viveram bem. Eles desenvolveram um sentimento só deles, um misto de carinho e respeito.</div>
<div style="text-align:justify;">Eles aprenderam a se amar à sua maneira.</div>
</div>
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		<title>Semiótica da Mendicância</title>
		<link>http://soreclamo.wordpress.com/2009/03/10/semiotica-da-mendicancia/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 01:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Durval</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reclamação]]></category>

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		<description><![CDATA[Mendigos são chatos por natureza. E irritantes. O simples fato de pedirem de dinheiro e, às vezes, de maneira intimidante &#8211; alguns chegam a apelar para a agressividade &#8211; fazem com que eles se tornem verdadeiras pragas nas grandes cidades. E algumas pessoas parecem ter o dom de atrair esse tipo de gente, como eu. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soreclamo.wordpress.com&amp;blog=12690940&amp;post=46&amp;subd=soreclamo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;">Mendigos são chatos por natureza. E irritantes. O simples fato de pedirem de dinheiro e, às vezes, de maneira intimidante &#8211; alguns chegam a apelar para a agressividade &#8211; fazem com que eles se tornem verdadeiras pragas nas grandes cidades. E algumas pessoas parecem ter o dom de atrair esse tipo de gente, como eu. E é por isso que considero-os meus inimigos naturais e volta-e-meia brigo com algum. Como hoje.</p>
<p><span id="more-46"></span>Perdi a conta de quantas vezes já fui abordado por mendigos só neste ano. E sempre com uma história diferente. Alguns são mais benevolentes e me poupam de ouvir uma história fictícia do porquê eles estão ali mendigando. Simplesmente assumem o fato de serem vagabundos e que querem umas moedas pra beber ou fumar crack.</p>
<p>E aqui abro um parênteses. Se todos os mendigos fossem assim, de querer moedas pra comprar crack, eu daria sem reclamar, afinal dentro de umas duas semanas morreriam e seria um chato a menos pra me pedir dinheiro. Em um ano não teríamos mendigos e todos seríamos felizes, afinal todo mundo quer um mundo sem pobreza, certo?</p>
<p>Voltando ao assunto. O problema é que nem todos os pedintes assumem essa premissa de que realmente são vagabundos. Sempre há uma historinha pra mostrar que ele está ali pedindo porque não resta opção ou é só daquela vez, mesmo que você o encontre todo o dia, ele virá sempre com a mesma história. Era assim com um mendigo que morou por algumas semanas na minha rua. Segundo ele, o dono do restaurante preferia jogar comida fora do que lhe dar um pouco daquilo que iria pro lixo. Então pedia dinheiro pra ir comprar dignamente. Mesmo com o restaurante fechado.</p>
<p>Como existem diversos métodos que os mendigos usam para abordar alguém na hora da mendicância e eu sempre sou vítima de pedintes, acabei aprendendo a linguagem das ruas e passei compreender cada símbolo presente na hora de pedir esmola. É a <span style="font-weight:bold;">Semiótica da Mendicância.</span> Usarei minha última briga com um cara que veio me pedir dinheiro para explicar ponto a ponto do método.</p>
<p>Estava saindo da faculdade com a minha namorada, uma amiga nossa e eu, quando um mendigo nos aborda pedindo umas moedas. Todo mundo estava com pouco dinheiro e sem nenhuma vontade de dar dinheiro pros outros.</p>
<p>Antes de continuar a história, um pequeno flashback. No final de Dezembro minha sogra veio para Curitiba com os dois irmãozinhos da minha namorada, de 8 e 4 anos. Certo dia, enquanto passeávamos pelo centro da cidade, decidimos comprar um algodão doce pro mais novo quando fomos abordados por um mendigo, que pediu umas moedas e, ao dizermos que não tínhamos nada, começou a dizer que Deus estava vendo aquilo e que Ele um dia iria cobrar por isso.</p>
<p>Pois então, o mendigo apocalíptico daquela vez era o mesmo de hoje, e ele é o pior tipo de pedinte, o que intimida. Quando falamos que não tínhamos nada e continuamos a andar, ele passou a nos acompanhar e a falar mais alto, quase gritando. &#8220;<span style="font-style:italic;">Não me trata mal, não! To aqui pedindo ajuda!!!</span>&#8220;. Não são todos os pedintes que fazem isso, mas alguns apelam para a <span style="font-weight:bold;">intimidação</span>. Falar alto serve para colocar um pouco de medo na vítima. Fazer pensar que talvez ele esteja alterado e pode atacar. Ninguém tratou mal o cara, apenas dissemos que não tínhamos nada e continuamos a andar, mas ele tinha de continuar com aquilo.</p>
<p>Como ele começou a nos acompanhar, paramos. Nosso maior erro. Ele começou a contar sua história. Tinha acabado de sair da cadeia, segurava uns papéis que simulavam documentos, e queria que ajudássemos. Eis aí outro ponto: <span style="font-weight:bold;">o histórico ameaçador</span>. Se ele já esteve preso, quer dizer que pode ser perigoso. Você sente-se mais acuado e começa a temer tentando adivinhar o motivo da prisão. Assalto? Assassinato? Sequestro? Enfim, ele continua a contar e diz que um professor da faculdade, que trabalhava no 17º andar, era padrinho dele. Usando isto, ele tenta te passar uma imagem de <span style="font-weight:bold;">confiança</span>. Apesar de ele ter sido preso e poder ser perigoso, há alguém importante que confia nele. Mas é aí que geralmente está a falha da história, ou seja, é nessa parte da novela que eles soltam alguma informação equivocada. Neste caso, o andar. Segundo ele, o tal professor trabalharia no 17º andar de um prédio de apenas 11. Atentando isso, vê-se que a história é totalmente irreal e qualquer artifício sentimental utilizado anteriormente se desfaz e você não se sente culpado.</p>
<p>Novamente negamos as moedas e voltamos a caminhar. Ele se irrita, tentando intimidar novamente e então passa para as <span style="font-weight:bold;">ameaças</span>. &#8220;Vou começar a roubar também nessa porra!&#8221;. Essa é praticamente a última tentativa. Com uma ameaça ele te faz ficar com mais medo e você acaba dando até mais do que poucas moedas para acalmá-lo. E assim você vai embora ouvindo xingamentos de um mendigo.</p>
<p>Mas você <span style="font-weight:bold;">NUNCA</span> deve iniciar um bate-boca com ele. Nunca, principalmente à noite e em locais sem muito movimento. Não deve ser como eu, que de mau humor, decidi argumentar com um &#8220;<span style="font-style:italic;">E por que você não vai pedir ajuda lá pro teu padrinho, então?</span>&#8221; e tive de ouvir toda a fúria daquele vadio. &#8220;<span style="font-style:italic;">Ele tá na Alemanha, trabalhando, playboy filho da puta!</span>&#8220;, berrou. Novamente uma contradição. O tal professor não tava no 17º andar? Ele continuou a berrar e minha namorada começou a apertar minha mão, desesperada. Passei a ignorar o mendigo e suas ameaças de <span style="font-style:italic;">&#8220;Vou te dar uma facada, seu vacilão!</span>&#8221; para não pôr em riscos as duas, apesar de ele não ter uma faca ou qualquer outra arma, afinal, se ele tivesse, me roubaria e não ficaria ali batendo boca com o ar.</p>
</div>
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